Perdi o hábito de escrever cartas.
Afinal,hoje, às palavras são tão raras
Neste espaço oco do meu pensamento.
Ando na chuva conformado e paciente.
Não vejo graça. Sinto frio. Mas caminho
Enquanto penso: onde o mundo se perdeu?
Me perdi eu, nos meus delírios não febris.
Que me atormentam da manhã ao travesseiro.
Peço que calem enquanto eu vejo informação,
Ainda me valem quando necessito choro.
Não tenho amigos nem salário que me animem.
Filhos não tive, porque não gosto de gente.
Você bem sabe que eu não vejo poesia.
Não sou você com seus olhos infantis,
Que quer tocar tudo o que a mente imagina,
Conhecer o mundo e amar até que morra!
Apenas vivo como me permite a vida.
Não tenho bichos porque gosto de silêncio.
Amores tive, mas deixei que esvaíssem.
Entre a infância e o rosto que vejo no espelho
Não sinto nada, nem remorso nem saudade.
Hoje cultivo o meu leve desespero
De disfarçar eventuais sinais da idade.
Penso em você enquanto tomo o café
Habitual, tonalizando o fim de tarde.
E agradeço a preocupação que teve.
Caso eu volte a adoecer, logo aviso.
Caso contrário continuo, em silêncio,
Vendo a matéria da ampulheta se esgotar.
Mando um abraço comedido e educado.
Tomara cresçam os seus olhos infantis.
*Livro Feita Para Iletrados
Oi gente! Como vocês estão? Estava sem ideias do que escrever para hoje, então resolvi postar um poema da Karine já que irei resenhar esse livro na sexta-feira, na resenha vou contar mais detalhes sobre a autora e sobre o livro.
Té mais!


Nossa que poema forte.
ResponderEliminarEu acho muito impactante quando abordam a solidão em posesias porque eu sempre me identifico, eu sou uma pessoa que precisa de contato e que acha dificil lidar com a propria companhia por muito tempo sabe, interessante os pontos que ela abordou na poesia dela, fiquei curiosa pra ler a resenha!
Olá, tudo bem? Ahhh, eu amo ler poemas, e amei esse. Não conhecia o livro da Karine ainda, mas depois de ter essa pequena degustação fiquei louca para ler.
ResponderEliminarBeijos,
Duas Livreiras
Oiii!
ResponderEliminarQue poema lindo!! Gosto bastante, mesmo sem ler tantas obras nesse estilo, vou ficar no aguardo da resenha da obra completa!
Beijinhos,
Ani
www.entrechocolatesemusicas.com.br
Adorei a produção do poema, eu leio pouco esse gênero mais curtir muito suas palavras!
ResponderEliminarAdorei o poema! Já comecei a refletir logo no começo, quando você fala sobre "às palavras são tão raras". Isso é algo que, infelizmente, acontece muito.
ResponderEliminarOlá, tudo bem? Que poema interessante e bem reflexivo. Não conhecia a autora, e já estou curiosa para ver sua resenha sobre o livro da mesma, que deve seguir o mesmo tom. Ótima escolha!
ResponderEliminarBeijos
Que poema bonito e tocante, eu realmente perdi o hábito de escrever cartas há muito tempo, esse mês recebi uma carta de uma amiga e fiquei toda emocionada. Acho interessante como os velhos hábitos foram deixados de lado tão cedo por nós, assim que a tecnologia entrou em nossas vidas.
ResponderEliminarEstou no aguardo da sua resenha, tenho certeza que irei gostar ainda mais.
Nossa, que lindo! Pude me identificar demais com a poesia, até porque quem nunca passou pelo momento de sentir a solidão do seu lado mesmo com toda tecnologia nos rodeando?
ResponderEliminarMerkur 37C Safety Razor Review – Merkur 37C
ResponderEliminarThe septcasino.com Merkur 37c is an excellent short handled DE safety razor. https://septcasino.com/review/merit-casino/ It https://deccasino.com/review/merit-casino/ is more suitable for wooricasinos.info both heavy and poormansguidetocasinogambling non-slip hands and is therefore a great option for experienced